Saída de Campo: observação de anfíbios na PPRLVC-ROM

No âmbito das celebrações do «Save the Frogs Day», o CMIA de Vila do Conde promoveu, no dia 24 de abril, uma iniciativa de observação de anfíbios na Paisagem Protegida Regional do Litoral de Vila do Conde e Reserva Ornitológica de Mindelo (PPRLVC-ROM), integrado no Projeto de Sensibilização e Educação Ambiental para a PPRLVCROM.

A atividade, conduzida pela investigadora Marisa Naia (Faculdade de Ciências da Universidade do Porto), permitiu aos participantes um contacto direto com a riqueza biológica da região. A diversidade de habitats da ROM confirmou-se, mais uma vez, como um reduto importante para a conservação de anfíbios em Portugal.

Durante a saída, foram identificadas diversas espécies, com destaque para a rara observação de dois exemplares de Sapinho-de-verrugas-verdes. Foram ainda avistados girinos, exemplares de Rã-verde, Sapo-de-unha-negra, Tritão-marmoreado, Rã-de-focinho-pontiagudo e Sapo-comum.

O CMIA agradece o empenho de todos os presentes na aquisição de conhecimento científico e na promoção da conservação ambiental.

O Projeto de Sensibilização e Educação Ambiental, desenvolvido pelo Centro de Monitorização e Interpretação Ambiental da Câmara Municipal de Vila do Conde para a Paisagem Protegida Regional do Litoral de Vila do Conde e Reserva Ornitológica de Mindelo, integra a candidatura n.º NORTE2030-FEDER-03049000, designada “Plano Integrado de Conservação da Natureza, Biodiversidade e Património Natural”, aprovada em 9 de setembro de 2025.

A operação visa reforçar a conservação, a reabilitação e a valorização dos ecossistemas naturais da Paisagem Protegida, articulando intervenções de carácter ecológico com ações de sensibilização e de educação ambiental. Neste âmbito, o Projeto de Sensibilização e Educação Ambiental assume uma função transversal ao Plano, através da promoção de ações educativas, visitas guiadas, atividades de ciência cidadã e iniciativas de envolvimento comunitário, contribuindo para uma maior aproximação da população aos valores naturais deste território, para a compreensão dos seus processos ecológicos e para o reforço de práticas de participação ativa na sua proteção.