O CMIA de Vila do Conde elabora novas exposições regularmente. Após o encerramento de cada exposição, esta fica para requisição por organismos interessados em expor o nosso espólio.

As exposições podem ser requisitadas por organismos de interesse público, através de email ou formulário durante um período definido com o CMIA.

Silêncio... vamos falar de ruído!

Silêncio... vamos falar de ruído!

Exposição Itinerante

Os ruídos fazem parte do ambiente humano desde os tempos mais remotos. Na Roma Antiga já existiam normas para controlar o ruído emitido pela passagem de carruagens por certas zonas da cidade, a determinadas horas do dia e da noite. Também em algumas cidades da Europa medieval não era permitido usar carruagens nem cavalgar durante a noite, para assegurar o repouso da população.

A sociedade moderna tem multiplicado as fontes de ruído e aumentado o seu nível sonoro.

O aumento do congestionamento de tráfego aéreo, ferroviário, fluvial e rodoviário, as constantes obras de edificações, o aumento de vias de comunicação, são apenas algumas das várias fontes de ruído responsáveis pelo aumento do nível sonoro.

A contaminação acústica é considerada pela maioria da população das grandes cidades como um fator do meio ambiente muito importante, que incide na sua qualidade de vida. Na Europa, milhões de pessoas vivem em zonas em que os níveis sonoros causam incómodos durante o dia, e muitos milhões estão expostos a níveis de ruído considerados prejudiciais à saúde. Diversos estudos comprovam que o ruído afeta tanto o bem-estar físico, como o bem-estar psicológico. Entre outros efeitos, pode originar incómodos no trabalho, criar obstáculos às comunicações verbais e sonoras, provocar fadiga geral e, em alguns casos, trauma auditivo e alterações fisiológicas. A exposição a elevados níveis de ruído ocupacional tem sido associada ao desenvolvimento de neuroses e irritabilidade e a exposição a elevados níveis de ruído ambiental com a doença mental.

A magnitude e a duração destes efeitos são determinadas em parte pela suscetibilidade individual, pelo estilo de vida e pelas condições do meio ambiente.

O Comité Científico dos Riscos para a Saúde Emergentes e Recentemente Identificados (CCRSERI), da União Europeia, estima que 2,5 milhões a 10 milhões de pessoas poderão vir a ser afetadas nos anos mais próximos por surdez provocada pela generalizada utilização de auscultadores.

Os efeitos do ruído no meio ambiente, por outro lado, não têm sido suficientemente explorados. Os resultados das investigações disponíveis apontam para efeitos negativos na deslocação de espécies animais dos seus habitats e rotas naturais, sobre a nidificação das aves e nos sistemas de comunicação dos mamíferos marinhos, assim como efeitos nos hábitos de reprodução e alimentação, entre outros.

No nosso país, a poluição sonora constitui a causa da maior parte das reclamações ambientais e a análise dos dados disponíveis indica que a situação se agravou nos últimos anos. O combate contra o ruído constitui, por isso, uma prioridade, que implica a coordenação de diferentes atuações no campo legal, formativo, participativo, etc.

A exposição aborda as consequências do ruído sobre o aparelho auditivo e sobre o organismo em geral, sendo descritos alguns efeitos psicológicos e fisiológicos, e ainda as consequências do ruído sobre os animais. São também apresentadas medidas de minimização e prevenção para a exposição ao ruído de carácter geral e carácter individual.

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